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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O ULTIMO DEBATE NA TV na integra - Galdinosaqua

O ULTIMO DEBATE NA TV – TEVE BATE BOCA E DEDO NA CARA, CORRUPÇÃO E HOMOFOBIA EM PAUTA



Episódios de corrupção nas gestões do PT e do PSDB e a discussão sobre a criminalização da homofobia geraram bate-bocas no último debate televisivo antes do primeiro turno, realizado na noite desta quinta-feira (2) pela "TV Globo".

A emissora e as campanhas definiram um formato no qual os dois candidatos que trocavam perguntas, respostas e comentários ficavam frente à frente, em uma mesa central, enquanto os demais permaneciam nos seus lugares ao redor.

O método adotado favoreceu o enfrentamento entre os presidenciáveis acima do que foi visto nos debates anteriores.

O esquema de desvios de recursos na Petrobras, os mensalões petista e tucano, privatizações, inflação, programas do atual governo e a suposta compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso permearam os confrontos entre Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Entre os considerados nanicos, Levy Fidelix (PRTB), que no debate do último domingo (28) na "TV Record", propôs o enfrentamento a homossexuais e chegou a os associar à pedofilia foi cobrado de forma incisiva por Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV)



Luciana Genro (PSOL) .

A candidata do PSOL abriu o primeiro bloco fazendo críticas à "TV Globo", afirmando que a emissora se recusou a cobrir candidaturas que estão atrás nas pesquisas.

"Hoje estou aqui por força da garantia da lei". Em seguida, perguntou a Dilma se o escândalo da Petrobras é fruto das alianças do PT com "a direita".

Dilma respondeu que sua candidatura é a única que propôs medidas concretas para acabar com a corrupção, como criminalizar o caixa dois, afirmou ter demitido o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e permitido que se investigasse a estatal com independência.

"Fanático das privatizações" e "leviana"

Aécio protagonizou discussão ríspida com Luciana Genro. A candidata do PSOL o indagou sobre as privatizações do PSDB e o mensalão mineiro. "Vejo que você faz com o tema livre aqui o seu espetáculo, sem a menor preocupação com a realidade", disse Aécio, em resposta.

"Você que anda de jatinho, que ganha um alto salário não conhece a realidade do povo", disse Luciana. "Tu é tão fanático das privatizações, e da corrupção, que tu chegou ao ponto de fazer um aeroporto com o dinheiro público e entregar a chave para teu tio", acrescentou a candidata.

Na réplica, Aécio, com dedo em riste, acusou Luciana de ser leviana. "Você está aqui como candidata à Presidência da República". O tucano foi interrompido pela psolista. "Tu não levante o dedo para mim."



Dilma e Marina

No segundo bloco, onde temas foram previamente escolhidos, a independência do Banco Central foi o assunto sorteado para uma pergunta de Marina. A ex-senadora escolheu Dilma e afirmou que a presidente defendia a autonomia do Banco Central em 2010 e agora mudou de posição.

"Sugiro que a senhora leia o que escreveram no seu programa. Porque a senhora ou está deliberadamente tentando confundir autonomia com independência, mas isso não é possível, candidata. Autonomia é uma coisa, independência é outra. Até porque as consequências também são outras", respondeu Dilma. Na réplica, Marina disse que a inflação está fora de controle porque o Banco Central não é autônomo.

Em seguida, acusou Dilma de não ter experiência para o cargo que ocupa. "Está falando a Dilma das eleições. E não a Dilma das convicções. Que por não ter experiência política e ter virado presidente da República, não ter sido nem vereadora, e virado Presidente da República, sabe o que acontece? Confunde os poderes."

No confronto mais ríspido entre as candidatas, Marina questionou Dilma sobre ela não ter divulgado o programa de governo e afirmou que a rival não viabilizou os compromissos feitos em 2010. A petista respondeu que cumpriu todos os compromissos, reduziu a taxa de juros e que comandou o governo que mais combateu a inflação.

Na réplica, Marina citou a demissão de Paulo Roberto Costa. "Você diz que foi o próprio diretor da Petrobras que disse que ia sair porque tinha recebido um recado. Foi negociação premiada. Existe agora a delação premiada. Houve uma demissão premiada, negociada no seu governo?".

Na tréplica, Dilma citou um diretor do Ibama nomeado por Marina quando a candidata era ministra do Meio Ambiente. "Marina, vamos colocar as coisas e os pingos nos 'is'. O seu diretor, nomeado por você, diretor de fiscalização do Ibama foi afastado do meu governo por crime de desvio de recursos. E eu não saí por aí, Marina, dizendo que você era, conhecia a corrupção e tinha acobertado a corrupção."

Marina irritou-se com Dilma e, com dedo em riste, começou a atacar a candidata mesmo sem ter direito a voz, já que o confronto havia se encerrado. Antes de ser interrompida pelo mediador William Bonner, Marina disse: "A forma como você fala toda atrapalhada é a maior…"



Confira como foi o debate:



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